TEMAS

Home

/

Temas

Image

Cristologia - Parte IV

26-Dez-2024

By: Claudio Crispim

01 Comentários

A expressa imagem do Deus invisível


Para falar de Jesus Cristo como a expressa imagem do Deus invisível (Hebreus 1:3; Colossenses 1:15), temos que retornar lá no princípio, após Deus criar os céus e a terra.

No quinto dia da criação, Deus anunciou a sua vontade:

“E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra. E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.” (Gênesis 1:26-27).

Ao expressa o propósito de criar o homem, Deus estabeleceu qual seria o domínio desse homem feito à Sua imagem e conforme à Sua semelhança. Para compreender quem receberia domínio sobre todas as coisas, precisamos nos socorrer do Salmo 8, que diz:

“Quando vejo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas que preparaste; Que é o homem mortal para que te lembres dele? e o filho do homem, para que o visites? Pois pouco menor o fizeste do que os anjos, e de glória e de honra o coroaste. Fazes com que ele tenha domínio sobre as obras das tuas mãos; tudo puseste debaixo de seus pés: Todas as ovelhas e bois, assim como os animais do campo, as aves dos céus, e os peixes do mar, e tudo o que passa pelas veredas dos mares.” (Salmo 8:3-8).

O verbo hebraico עָשָׂה (àsah) traduzido por ‘façamos’, no sentido de fazer, trabalhar, agir, executar, efetuar, etc., difere da ideia de ‘criar’, que é o verbo בָּרָא (bara’). Por que foi dito ‘façamos’ e não ‘criemos’?

O homem a ser feito a imagem e semelhança de Deus invisível era Adão, ou o último Adão? Refere-se ao primeiro homem, terreno, ou ao segundo homem, que é do céu?

“Assim está também escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito em alma vivente; o último Adão em espírito vivificante. Mas não é primeiro o espiritual, senão o natural; depois o espiritual. O primeiro homem, da terra, é terreno; o segundo homem, o Senhor, é do céu.” (1 Coríntios 15.45-47).

O homem que exerceria domínio sobre toda criação de Deus era Adão, ou o último Adão, que é Cristo? Verifica-se através do Salmo 8, um salmo messiânico, que quem exerceria domínio sobre todas as obras da mão de Deus seria o Cristo, aquele que por um curto período de tempo foi feito menor que os anjos, contudo, coroado de glória e honra. Os animais descritos no verso 26 e 27 de Gêneses 1>/a>, são os mesmos descritos no verso 7 e 8 do Salmo 8.

‘Façamos’ indica um projeto, do qual Cristo até agora trabalha juntamente com o Pai, e que somente será concluso no segundo homem, que é Senhor:

“E Jesus lhes respondeu: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também.” (João 5.17).

Após anunciar o seu propósito, Deus deu início ao que foi estabelecido no segundo homem (Colossenses 1:18), criando Adão:

“E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.” (Gênesis 1:27).

O primeiro homem foi criado a imagem do segundo homem, daquele homem que é do céu, Cristo, e que havia de vir. Adão nunca foi a expressa imagem do Deus invisível, antes foi a expressa imagem e semelhança daquele que havia de vir. Cristo, por sua vez, veio ao mundo conforme a imagem dada ao primeiro homem, e ressurgiu dentre os mortos a expressa imagem e conforme a semelhança do Deus invisível.

“No entanto, a morte reinou desde Adão até Moisés, até sobre aqueles que não tinham pecado à semelhança da transgressão de Adão, o qual é a figura daquele que havia de vir.” (Romanos 5:14).

Somente do Cristo ressurreto é dito:

“O qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele. E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele.” (Colossenses 1:15-17; Salmo 8);

“Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade; E estais perfeitos nele, que é a cabeça de todo o principado e potestade;” (Colossenses 2.9-10);

“Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus.” (2 Coríntios 4:4);

“O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da majestade nas alturas;” (Hebreus 1:3).

A condição de expressa imagem do Deus invisível Cristo alçou após ressurgir dentre os mortos, e foi essa condição/posição que Lúcifer intentou lançar mão, ao dizer em seu coração:

“E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, aos lados do norte. Subirei sobre as alturas das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo.” (Isaías 14:13-14).

Lúcifer não buscou ser Deus, ou ser igual, ou maior que Deus, antes ele buscou alcançar a semelhança do Altíssimo. É impossível uma criatura lançar mão da posição do Criador, portanto, para um ser extremamente sábio como Lúcifer, almejar ser o Criador, é inverossímil.

O que Lúcifer intentou alcançar, vemos Deus anunciar antes de criar o homem: – ‘Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança’. A semelhança do Altíssimo que Lúcifer intentou alcançar, na verdade era algo que Deus propôs em si mesmo, na pessoa de Cristo:

“Para que agora, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus seja conhecida dos principados e potestades nos céus, segundo o eterno propósito que fez em Cristo Jesus nosso Senhor,” (Efésios 3:10-11).

O propósito de Deus estabelecido em Cristo só se tornou de conhecimento dos seres angelicais através da igreja, que é Cristo na posição de primogênito entre muitos irmãos semelhantes a Ele, para que Ele tenha preeminência em tudo.

Quando Lúcifer intentou alcançar a semelhança de Deus, exercia a função de guarda do Éden (querubim, ungido para cobrir, guardar), no monte santo. Por causa da função de proteção do Éden, foi dado a Lúcifer uma indumentária que o distinguia dos demais, mas por causa da formosura que possuía, a sabedoria que possuía se corrompeu, pois intentou alcançar o que protegia, como se estivesse à altura do propósito eterno de Deus.

Lúcifer tentou lucrar com o seu oficio, e intentou alcançar uma posição acima das estrelas de Deus, a semelhança do Altíssimo. Por desconhecer que a semelhança seria dada ao Filho do homem após ressurgir dentre os mortos, Lúcifer tentou alcançar uma glória que pertence ao Criador. Desconhecia a multiforme sabedoria de Deus, e o seu propósito em Cristo, a cabeça da igreja, que é o seu corpo.

“Estiveste no Éden, jardim de Deus; de toda a pedra preciosa era a tua cobertura: sardônia, topázio, diamante, turquesa, ônix, jaspe, safira, carbúnculo, esmeralda e ouro; em ti se faziam os teus tambores e os teus pífaros; no dia em que foste criado foram preparados. Tu eras o querubim, ungido para cobrir, e te estabeleci; no monte santo de Deus estavas, no meio das pedras afogueadas andavas. Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se achou iniquidade em ti. Na multiplicação do teu comércio encheram o teu interior de violência, e pecaste; por isso te lancei, profanado, do monte de Deus, e te fiz perecer, ó querubim cobridor, do meio das pedras afogueadas. Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor; por terra te lancei, diante dos reis te pus, para que olhem para ti. Pela multidão das tuas iniquidades, pela injustiça do teu comércio profanaste os teus santuários; eu, pois, fiz sair do meio de ti um fogo, que te consumiu e te tornei em cinza sobre a terra, aos olhos de todos os que te veem.” (Ezequiel 28:13-18).

O Cristo que agora está assentado à destra da Majestade nas alturas é a expressa imagem de Deus (Salmo 110:1), conforme a semelhança do Deus invisível, segundo o propósito que Deus expressou no princípio (Gênesis 1:26). No Tribunal de Cristo a igreja encontrará Cristo na posição de semelhante ao Altíssimo. Ao final da grande tribulação Cristo virá para os filhos de Israel na condição de semelhante ao Altíssimo. Durante o milênio, Cristo governará todos os povos da terra com vara de ferro na condição de semelhante ao Altíssimo.

Da mesma forma que os homens ficaram pasmos ao ver a ignominia de Cristo antes da sua morte, os reis da terra ficarão pasmos ao ver a sua glória!

“Eis que o meu servo procederá com prudência; será exaltado, e elevado, e mui sublime. Como pasmaram muitos à vista dele, pois o seu parecer estava tão desfigurado, mais do que o de outro qualquer, e a sua figura mais do que a dos outros filhos dos homens. Assim borrifará muitas nações, e os reis fecharão as suas bocas por causa dele; porque aquilo que não lhes foi anunciado verão, e aquilo que eles não ouviram entenderão.” (Isaías 52:13-15).

Somente após o milênio virá o fim descrito pelo apóstolo Paulo:

“Depois virá o fim, quando tiver entregado o reino a Deus, ao Pai, e quando houver aniquilado todo o império, e toda a potestade e força. Porque convém que reine até que haja posto a todos os inimigos debaixo de seus pés. Ora, o último inimigo que há de ser aniquilado é a morte. Porque todas as coisas sujeitou debaixo de seus pés. Mas, quando diz que todas as coisas lhe estão sujeitas, claro está que se excetua aquele que lhe sujeitou todas as coisas. E, quando todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então também o mesmo Filho se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos.” (1 Coríntios 15.24-28);

“Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha nas nuvens do céu um como o FILHO DO HOMEM; e dirigiu-se ao ancião de dias, e o fizeram chegar até ele. E foi-lhe dado o domínio, e a honra, e o reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino tal, que não será destruído” (Daniel 7.13-14);

“E quando o Filho do homem vier em sua glória, e todos os santos anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória; E todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas;” (Mateus 25:31-32).

No fim de todas as coisas, Cristo, na condição de Filho e semelhante ao Altíssimo entregará ao Pai o reino que herdou (Salmos 2:6-9). Enquanto assentado à destra da Majestade nas alturas, mesmo na condição de semelhante ao Altíssimo, Cristo ainda se sujeita ao Pai, mesmo estando todas as coisas sujeitas a Ele.

Por fim, quando todas as coisas estiverem sujeitas a Cristo, então Cristo se sujeitará a Deus, para que Deus seja tudo em todos!

O dedo de Deus


“Mas, se eu expulso os demônios pelo dedo de Deus, certamente a vós é chegado o reino de Deus.” (Lucas 11:20).

Jesus Cristo homem nasceu em uma família pobre na cidade de Belém, na Judeia, e Ele é o Cristo, o Salvador e Senhor, como declarou um ser angelical:

Pacotes de férias em família

“… é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor” (Lucas 2:11).

Para ser salvo, basta ao homem confessar (admitir) que Jesus é Senhor, e crer com o coração (entendimento) que Deus o ressuscitou dentre os mortos (Romanos 10:9), pois Jesus disse que quem crer n’Ele conforme diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre.

“E no último dia, o grande dia da festa, Jesus pôs-se em pé, e clamou, dizendo: Se alguém tem sede, venha a mim, e beba. Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre.” (João 7:37).

A base da crença do cristão é a Escritura. Fora do que está na Bíblia é anátema, uma crença que não produz vida.

Ao longo da história, líderes de determinados seguimentos religiosos e filosóficos, apresentaram teorias acerca da divindade e humanidade de Jesus, dentre os quais se destacam:

  • Ebionistas – Séc II – Jesus foi um homem notável e com dons especiais;
  • Docetistas – Jesus era Deus, mas com aparência de homem;
  • Gnósticos – Jesus e Cristo eram pessoas distintas, sendo que este era um espírito que veio quando do batismo nas águas por João Batista e o abandonou quando na cruz, e aquele foi um dos filhos de Maria;
  • Arianos – 280 d.C. – Jesus foi uma das criações de Deus de maior importância;
  • Eutiquianos – Jesus era somente Deus, portanto, não era homem.

  • A Bíblia diz que o Cristo haveria de nascer um menino, e seria nomeado Maravilhoso, Conselheiro, Deus forte, Pai da eternidade e Príncipe da paz (Isaías 9:6). Nasceria na casa de Davi com direito ao trono (Isaías 9:7), e Maria deu à luz um menino (Lucas 2:7), e que ao oitavo dia foi circuncidado (Lucas 2:21; Levítico 12:4).

    Jesus nasceu humano em todos os sentidos, com um diferencial: foi gerado pelo espírito de modo sobrenatural, e Maria concebeu sem conhecer José, seu esposo (Lucas 1:35). Através do nascimento virginal, Cristo nasceu sem vínculo com o pecado, condição que todos os descendentes de Adão estão sujeitos.

    Todas as questões humanas são verificadas em Cristo, pois ele se desenvolveu física e intelectualmente (Lucas :.40 e 52), sentiu compaixão, amor, pesar e indignação (Mateus 9:36; João 11:36; João 11:35; Mateus 26:38; Marcos 10:14), não queria sofrer (Mateus 26.39), teve que obedecer (Lucas 9:51), teve necessidades como fome, sede, sono e cansaço (Mateus 4:2; João 19:28; Mateus 8:24; João 4:6).

    No Novo Testamento a linhagem de Cristo aponta a sua natureza humana, como descendente de Abraão e Davi. A promessa feita a Abraão e Davi vincula o Cristo à coxa de ambos (2 Samuel 7:12; Gênesis 21:12; Romanos 1:3; Mateus 1:1; Marcos 6:3; Mateus 22.42-45; Mateus 9:6; Marcos 2:10; Lucas 5:24).

    Por todas essas questões, certo é que Cristo foi homem!

    “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem.” (1 Timóteo 2:5).

    O Verbo eterno ao se fazer carne, ou seja, tornar-se homem, tornou-se mediador entre Deus e os homens, papel que não poderia ser desempenhado por Deus.

    “Se com ele, pois, houver um mensageiro, um intérprete, um entre milhares, para declarar ao homem a sua retidão, então terá misericórdia dele, e lhe dirá: Livra-o, para que não desça à cova; já achei resgate. Sua carne se reverdecerá mais do que era na mocidade, e tornará aos dias da sua juventude. Deveras orará a Deus, o qual se agradará dele, e verá a sua face com júbilo, e restituirá ao homem a sua justiça.” (Jó 33:23-26).

    Jesus Cristo homem desempenhou o papel que Eliú apresentou a Jó e seu três amigos: mensageiro mediador, um entre milhares, para declarar aos homens o que é justo.

    A ideia da humanidade autêntica de Cristo muitas vezes é resistida porque as pessoas, equivocadamente, relacionam a matéria orgânica do corpo humano ao pecado e imperfeições. No entanto, Jesus Cristo era homem e perfeito, isento de pecado, assim como Adão era antes da queda.

    A imperfeição de Adão não teve origem no seu corpo físico, antes na desobediência ao mandamento de Deus. Da mesma forma, a perfeição de Cristo não decorre do seu corpo físico, antes da obediência a Deus, pois Cristo foi gerado sem pecado e Adão criado sem pecado. Adão pecou estando no paraíso, e Cristo não pecou estando rodeado de pecadores e opositores (1 Pedro 2:21-23).

    Desse modo, cremos que Jesus Cristo homem antes da encarnação era Deus e, que, na plenitude dos tempos, Deus ao se fazer homem habitou entre os homens. Cristo é o Verbo eterno que se fez carne e, ao habitar entre os homens, na qualidade de homem, Ele é nomeado o Emanuel, que quer dizer ‘Deus conosco’.

    Cremos que Jesus Cristo era homem, e por causa da sua origem, Deus e Senhor. Jesus Cristo homem é Deus porque Ele é o criador do mundo (João 1:1-2), e todas as coisas foram por Ele criadas (Salmos 102:25-27).

    Jesus é Deus porque Ele é preexistente (João 8:58; João 1:27), sem princípio e fim de dias (Hebreus 7:3), imutável (Hebreus 13:8), e onipresente (Mateus 28:20). Todos esses quesitos apontam para a origem de Jesus e para a sua glorificação, o que não significa que Jesus fez uso de algum atributo divino enquanto na carne.

    Por causa da sua origem divina, é dado a Cristo perdoar pecados e executar juízo (Mateus 9:1-2; João 5:22), e não se opôs ao ser adorado (João 9:38; 20:28; Mateus 2:11; 14:33; 28:9,17), e até mesmo os seres angelicais lhe devem adoração (Hebreus 1.6; Apocalipse 5.12-13).

    Os apóstolos fizeram referência a Cristo como Deus (João 1:1-2; Romanos 9:5; 1 João 5:20), e Cristo declarou ser Deus (João 5:18; 8:24,28 e 58; 10:30-33), e todos os nomes dado a Deus também se aplica a Jesus (Lucas 2:11; 5:8; Lucas 1:35 e João 5:18; Hebreus 1:8-12).

    A essência do evangelho de Cristo se resume nessas linhas redigidas pelo apóstolo Paulo:

    “E tudo isto provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo, e nos deu o ministério da reconciliação; Isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados; e pôs em nós a palavra da reconciliação. De sorte que somos embaixadores da parte de Cristo, como se Deus por nós rogasse. Rogamo-vos, pois, da parte de Cristo, que vos reconcilieis com Deus.” (2 Coríntios 5.18-20).

    Tudo concernente a salvação é proveniente de Deus, pois Ele reconciliou os que creem consigo mesmo por intermédio de Jesus Cristo, e este por sua vez, homem. Deus reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo, e não, Deus reconciliou consigo mesmo por Deus. Isto significa que a natureza de Cristo era única: humana. Deus se fez homem, o Verbo de fez carne, e não o Verbo se disfarçou de homem, como alguns entendem.

    A diferença entre Cristo e os demais homens é: os espíritos dos homens quando do nascimento são criados, e o espírito de Jesus Cristo ao nascer é pré-existente, de modo que o espírito em Jesus Cristo homem é o próprio Verbo eterno que abriu mão do Seu poder e glória e se fez carne.

    Isto implica dizer que, enquanto na carne, Jesus não era onipotente, onisciente e nem onipresente, e que todos os milagres por Ele realizado foram através do ‘dedo de Deus’.

    A referência ‘dedo de Deus’ para o poder único e exclusivo de Deus, primeiro foi utilizado pelos magos e encantadores de Faraó, quando tentaram com encantamentos produzir piolhos do mesmo modo que Arão.

    “Então disseram os magos a Faraó: Isto é o dedo de Deus. Porém o coração de Faraó se endureceu, e não os ouvia, como o SENHOR tinha dito.” (Êxodo 8:19).

    Jesus, por sua vez, enfatizou que, ao contrário do que afirmavam os escribas e fariseus (Lucas 11:15), expulsava os demônios pelo dedo de Deus, o que deveria ser uma prova de que o reino de Deus era chegado (Lucas 11:20).

    Ao ressuscitar Lázaro, Jesus orou, dizendo:

    “Tiraram, pois, a pedra de onde o defunto jazia. E Jesus, levantando os olhos para cima, disse: Pai, graças te dou, por me haveres ouvido. Eu bem sei que sempre me ouves, mas eu disse isto por causa da multidão que está em redor, para que creiam que tu me enviaste.” (João 11:41-42).

    O interprete das Escrituras deve ter em mente que muito do que era dito por Cristo durante um sinal miraculoso tinha um fim didático, de modo que as pessoas compreendessem que Jesus era o enviado de Deus.

    Observe este versículo:

    “E aconteceu que, num daqueles dias, estava ensinando, e estavam ali assentados fariseus e doutores da lei, que tinham vindo de todas as aldeias da Galileia, e da Judeia, e de Jerusalém. E a virtude do Senhor estava com ele para curar.” (Lucas 5:17).

    Observe que o evangelista Lucas deixou registrado que, em um dia que Jesus estava ensinando, se faziam presentes fariseus e doutores da lei, e o poder de Deus estava sobre Ele para curar.

    Em certo momento do ensino, alguns homens desceram pelo teto da casa um paralitico, quando foi dito: – “Homem, os teus pecados estão perdoados” (Lucas 5.20). Ora, nós que cremos em Cristo sabemos que Ele é Senhor e que perdoa pecados, mas alguns dos que estavam ouvindo Jesus, eram descrentes.

    Jesus bem podia mandar o paralitico levantar e andar, no entanto, disse ao paralitico: ‘Homem, os teus pecados estão perdoados’. Com essa declaração, Jesus suscitou uma celeuma entre os que ali estavam, principalmente dos escribas e mestres da lei, que argumentavam que Jesus estava blasfemando.

    Ao estabelecerem que somente Deus podia perdoar pecados, Jesus evidencia o que havia no coração deles, e propõe: o que é mais fácil dizer? Os teus pecados estão perdoados, ou levanta e anda? (Lucas 5:23).

    Em seguida Jesus propõe: para que vocês saibam que o Filho do homem tem sobre a terra poder para perdoar pecado, ordenou ao paralitico: Levanta, toma o teu leito e vai para tua casa! (Lucas 5:24).

    Qual a proposta da narração? Provar a divindade de Cristo? Evidente que para o leitor do evangelho sim, mas para os escribas e fariseus que estavam com Cristo, o objetivo da cura do paraplégico era evidenciar aos murmuradores que Jesus é o Filho do homem.

    Quando Jesus disse que não sabia a hora e o dia da sua volta em poder e glória (Marcos 13:26), realmente Ele não sabia.

    “Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos que estão no céu, nem o Filho, senão o Pai.” (Marcos 13:32).

    A abordagem de Jesus evidência que, enquanto na carne, não era onisciente e onipresente. Não há aqui uma espécie de antropomorfismo, em que Deus se apresenta ou fala de um modo a suprir uma deficiência humana.

    De outra banda, para quem acredita que Jesus era onisciente, é no mínimo abjeto que Jesus tenha mentido, ou dito que não era onisciente, se de fato era.

    Fonte:(Estudo Biblico)

    Se gostou comente!
    Agradecemos!

    "Graça e Paz!"
    Toni Campos

    Image

    Administrador

    Deixe seu comentário sobre o assunto, ajude a melhorar o site. Obrigado!

    Comentário

    God In a Cup Book - ® Direitos Reservados - Designed by HTML Codex