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Cristologia - Parte I

26-Dez-2024

By: Claudio Crispim

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Quem é o Filho do homem?


Jesus Cristo – o Filho do homem – foi plenamente homem, tanto que é chamado de o ‘último Adão’ e o ‘segundo homem’.

Certa feita, ao atravessarem o mar em um barco, levantou-se uma grande tempestade, e as ondas chegavam a encobrir a embarcação. Os discípulos já tinham visto Jesus operar inúmeros milagres, mas, assustados com a possibilidade de naufragarem, acordaram o Mestre, que dormia, dizendo:- "Senhor, salva-nos! Estamos a perecer!”. (Mateus 8:24-25)

Ainda deitado, Jesus respondeu:– "Por que temeis, homens de pouca fé?, e em seguida, levantou-se e repreendeu o mar e os ventos, e houve bonança." (Mateus 8:26-27)

Apesar de terem convivido com Cristo já por algum tempo, e visto sinais e maravilhas, ao verem que o mar e os ventos se acalmaram, exclamaram admirados: – “Que homem é este, que até os ventos e o mar lhe obedecem?” (Mateus 8:23-27).

Quem é o Jesus Cristo de Nazaré? Esta é a pergunta mais importante para a humanidade, pois da resposta resulta salvação da condenação eterna estabelecida no Éden sobre Adão e seus descendentes.

Leia este artigo com muita atenção e analise as citações bíblicas, pois é inadmissível que um cristão não saiba a resposta para a pergunta feita pelos discípulos após o mar e os ventos se aquietarem.

Somente andar com Jesus de cidade em cidade, ver sinais e maravilhas, ouvir seus ensinamentos, etc., e não saber quem Ele é, é inadmissível. Ir a uma igreja, andar com uma Bíblia a tira colo, cantar no coral, fazer visitas, etc., e não saber quem é Jesus, é um descuido que pode causar prejuizos à vida cristã.

Revelação de Deus


“E, chegando Jesus às partes de Cesareia de Filipe, interrogou os seus discípulos, dizendo: Quem dizem os homens ser o Filho do homem? E eles disseram: Uns, João o Batista; outros, Elias; e outros, Jeremias, ou um dos profetas. Disse-lhes ele: E vós, quem dizeis que eu sou? E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. E Jesus, respondendo, disse-lhe: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque to não revelou a carne e o sangue, mas meu Pai, que está nos céus” (Mateus 16.13-17).

Após questionar os discípulos acerca do que diziam as pessoas acerca do Filho do homem, Jesus se voltou para os seus discípulos, e perguntou: – “E vós, quem dizeis que eu sou? ”.

Simão Pedro, adiantou-se e respondeu:

“Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.”

O leitor tem noção das implicações decorrentes dessa declaração? Levando-se em conta o predito pelos profetas, Simão Pedro acabara de declarar que Jesus era o rebento de Jessé prometido no Livro do profeta Isaías (Isaías 11:1,10). Aquele homem era o Filho prometido a Davi com direito a se assentar no trono para sempre, e além de tudo, o Filho de Deus.

“Quando teus dias forem completos, e vieres a dormir com teus pais, então farei levantar depois de ti um dentre a tua descendência, o qual sairá das tuas entranhas, e estabelecerei o seu reino. Este edificará uma casa ao meu nome, e confirmarei o trono do seu reino para sempre. Eu lhe serei por pai, e ele me será por filho; e, se vier a transgredir, castigá-lo-ei com vara de homens, e com açoites de filhos de homens.” (2 Samuel 7.12-14).

Se alguém fizesse essa mesma confissão em uma sinagoga, ou na presença de um dos principais dos Judeus, invariavelmente seria expulso do templo.

“Seus pais disseram isto, porque temiam os judeus. Porquanto já os judeus tinham resolvido que, se alguém confessasse ser ele o Cristo, fosse expulso da sinagoga.” (João 9:22);

“Apesar de tudo, até muitos dos principais creram nele; mas não o confessavam por causa dos fariseus, para não serem expulsos da sinagoga.” (João 12:42).

Como Simão Pedro chegou à conclusão que Jesus é o Cristo? Jesus deixa claro àquele venturoso que tal conhecimento não advinha de ‘carne’ e ‘sangue’, mas por revelação de Deus (Mateus 16.13-17).

O que quer dizer ‘carne’ e ‘sangue’ não revelou que Jesus é o Cristo? Que o conhecimento de Simão Pedro não se deu pelo fato de ser da linhagem de Israel, nascido hebreu de hebreus, até porque os profetas anunciaram para não acreditar no amigo e nem confiar nos líderes, até mesmo se for um filho quando a questão fosse o Cristo.

“Não creiais no amigo, nem confieis no vosso guia; daquela que repousa no teu seio, guarda as portas da tua boca. Porque o filho despreza ao pai, a filha se levanta contra sua mãe, a nora contra sua sogra, os inimigos do homem são os da sua própria casa.“ (Miqueias 7:5-6);

“Porque eu vim pôr em dissensão o homem contra seu pai, e a filha contra sua mãe, e a nora contra sua sogra; E assim os inimigos do homem serão os seus familiares.” (Mateus 10:13-17).

Como a revelação do Pai chegou até Simão Pedro? A resposta está em uma declaração de Jesus:

“E Jesus clamou, e disse: Quem crê em mim, crê, não em mim, mas naquele que me enviou.” (João 12:44);

“Pai justo, o mundo não te conheceu; mas eu te conheci, e estes conheceram que tu me enviaste a mim.” (João 17:25).

Através dos textos analisados, fica evidente que Jesus foi um homem, e inicialmente, era só essa certeza que os discípulos tinham do Cristo (Mateus 8:27). Entretanto, Cristo também é o Filho de Deus – Filho do homem -, por conseguinte, o Filho de Davi (Mateus 22.42), como bem declarou Simão Pedro.

O que as pessoas diziam de Jesus?


“E todos lhe davam testemunho, e se maravilhavam das palavras de graça que saíam da sua boca; e diziam: Não é este o filho de José?” (Lucas 4:22).

Para saber quem era o Cristo, os judeus deveriam consultar as Escrituras, pois são elas que testificavam acerca do Messias. No entanto, contrariando as profecias, em vez de consultarem as Escrituras, perguntavam uns para os outros, aumentando a celeuma:

“Não é este o filho de José?” (Lucas 4.22);

“Outros diziam: Este é o Cristo; mas diziam outros: Vem, pois, o Cristo da Galileia?” (João 7:41);

“E muitos da multidão creram nele, e diziam: Quando o Cristo vier, fará ainda mais sinais do que os que este tem feito?” (João 7:31);

“Todavia bem sabemos de onde este é; mas, quando vier o Cristo, ninguém saberá de onde ele é.” (João 7:27);

“E ei-lo aí está falando abertamente, e nada lhe dizem. Porventura sabem verdadeiramente os príncipes que de fato este é o Cristo?” (João 7:26).

Se consultassem verdadeiramente as Escrituras, o povo não perguntaria aos seus líderes e concidadãos se Jesus era o Cristo, pois o alerta era claro: “Não creiais no amigo, nem confieis no vosso guia; daquela que repousa no teu seio, guarda as portas da tua boca.” (Miqueias 7:5).

Por que guardar ‘as portas da boca’? Porque o que contamina o homem é o que sai da boca, e não o que entra. O povo tinha cuidado com o lavar das mãos, pratos, copos, etc., não tinha cuidado com o que saia da boca dos seus amigos e irmãos.

“Nada há, fora do homem, que, entrando nele, o possa contaminar; mas o que sai dele isso é que contamina o homem.” (Marcos 7:15).

Em qualquer demanda não era para seguir a multidão, e sim a palavra de Deus.

“Não seguirás a multidão para fazeres o mal; nem numa demanda falarás, tomando parte com a maioria para torcer o direito.” (Êxodo 23:2).

Qual era a concepção da multidão acerca de Jesus? Quem Jesus fosse João Batista, ou Elias, ou Jeremias, ou mais um dos profetas.

“Indo Jesus para os lados de Cesareia de Filipe, perguntou a seus discípulos: Quem diz o povo ser o Filho do Homem? E eles responderam: Uns dizem: João Batista; outros: Elias; e outros: Jeremias ou algum dos profetas” (Mateus 16.14);

“E o tetrarca Herodes ouviu todas as coisas que por ele foram feitas, e estava em dúvida, porque diziam alguns que João ressuscitara dentre os mortos; e outros que Elias tinha aparecido; E outros que um profeta dos antigos havia ressuscitado. E disse Herodes: A João mandei eu degolar; quem é, pois, este de quem ouço dizer tais coisas? E procurava vê-lo.” (Lucas 9:7-9).

Enquanto Jesus estava multiplicando e distribuindo pães, era aclamado pela multidão como profeta.

“Vendo, pois, aqueles homens o milagre que Jesus tinha feito, diziam: Este é verdadeiramente o profeta que devia vir ao mundo.” (João 6:14).

Mas, quando Jesus declarou ser o pão vivo que desceu dos céus (João 6:35), a multidão passou a murmurar, e destacaram que Jesus era filho de José.

“Murmuravam, pois, dele os judeus, porque dissera: Eu sou o pão que desceu do céu. E diziam: Não é este Jesus, o filho de José, cujo pai e mãe nós conhecemos? Como, pois, diz ele: Desci do céu?” (João 6:41-42).

À época de Jesus, havia duas vertentes acerca de quem era o Jesus de Nazaré:
1. Era um dos profetas, ou;
2. Era um dos filhos de José e Maria.

Mas, após a morte e ressurreição de Jesus, surgiram outros pensamentos a respeito de quem era Jesus.

Até hoje muitos dizem que Jesus foi um profeta de Deus, ou seja, somente um porta-voz da mensagem de Deus aos homens. Pensam desta forma os seguidores do islamismo, os seguidores de Maomé, equiparando Jesus com Abraão e Moisés.

Diferentemente da multidão à época de Jesus, a religião judaica atualmente entende que Jesus de Nazaré foi um dos falsos messias que apareceram ao longo da história, e que, portanto, não foi um dos profetas.

Os Testemunhas de Jeová e os Adventistas do Sétimo Dia acreditam que Jesus é um anjo. Um anjo é um ser criado por Deus, e o erro dos TJ e dos Adventistas ocorre por causa dos termos hebraico (Mala’ak) e grego (Angellos) traduzido por anjo, mas que pode ser traduzido por ‘mensageiro’. Os profetas da Antiga Aliança eram chamados de ‘mensageiros’, assim como os seres celestiais.

Os espíritas acham que Jesus era um modelo de homem perfeito, exemplo de moral e caráter. Os budistas acham que Jesus era um botisatva, assim como outros “homens iluminados”.

Além das perspectivas religiosas, temos vários posicionamentos acadêmicos. Sociólogos acreditam que Jesus foi um homem revolucionário por causa do seu discurso diferente. Psicólogos acham que Jesus foi o melhor homem que já existiu.

À época dos apóstolos surgiram algumas pessoas alegando que Jesus não veio em carne (1 João 4.3), outros negavam que Jesus era o Cristo (1 João 2:22), sem falar nos judaizantes, que alegavam se os cristãos convertidos dentre os gentios não se circuncidassem conforme o rito mosaico, que não seriam salvos (Atos 15:1).

O que as pessoas diziam e dizem de Cristo, se não for o que está estabelecido nas Escrituras é anátema, mesmo que seja uma afirmação contendo um elogio ou expressando admiração. É por isso que Jesus afirmou:

“Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre.” (João 7:38).

Se alguém afirma que Jesus é alguém, mas tal asserção não consta da Escritura, não produz salvação.

Tendo por base a Escritura, certo é que Jesus Cristo não é:

  • a reencarnação de um dos profetas, até porque na Bíblia não há reencarnação;
  • apenas mais um profeta de Deus;
  • um modelo de caráter e moral a ser seguido;
  • uma imagem em um crucifixo;
  • um espírito de luz, ou evoluído.

  • Não é o que os homens dizem acerca de Jesus, antes é o que a Bíblia diz quem Cristo é que é poder de Deus para salvação do que crê! Neste diapasão, Jesus só aceitava o testemunho da Escritura, e não o testemunho dos homens.

    “Eu, porém, não recebo testemunho de homem; mas digo isto, para que vos salveis.” (João 5:34).

    Aquele que testifica que Jesus é o Cristo, aceitou o testemunho de Cristo e confirma que Deus é verdadeiro.

    “Quem crê no Filho de Deus, em si mesmo tem o testemunho; quem a Deus não crê mentiroso o fez, porquanto não creu no testemunho que Deus de seu Filho deu.” (1 João 5:10);

    “Aquele que aceitou o seu testemunho, esse confirmou que Deus é verdadeiro.” (João 3.33).

    Fonte:(Estudo Biblico)

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    Toni Campos

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