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Cristologia - Parte II

26-Dez-2024

By: Claudio Crispim

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Jesus Cristo homem


Partindo da confissão do apóstolo Pedro, e da observação que fizeram os discípulos quando o barco estava para naufragar, é imprescindível considerar que Jesus era plenamente homem.

Essa é a confissão do apóstolo Paulo:

“Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem.” (1 Timóteo 2:5).

O Jesus histórico, que nasceu em Nazaré, foi um homem igual todos os outros homens. O mesmo poder que atuou sobre o barro concedendo folego de vida a Adão, é o mesmo poder que atuou no ventre de Maria gerando o Cristo.

Jesus foi um homem, assim como foi Adão, tendo em vista que Adão foi figura de Cristo.

“No entanto, a morte reinou desde Adão até Moisés, até sobre aqueles que não tinham pecado à semelhança da transgressão de Adão, o qual é a figura daquele que havia de vir.” (Romanos 5:14).

Jesus veio ao mundo participante de carne e sangue por causa do vínculo sanguíneo com Maria, e como Maria era descendente de Davi, Jesus herdou o direito de ascender ao trono de Davi, seu pai (2 Samuel 7:12).

“E, visto como os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisas, para que pela morte aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo;” (Hebreus 2:14; Hebreus 2:9).

Somente sendo participante da carne e do sangue tornou-se possível a Cristo se participante de todas as coisas que os homens, inclusive a morte, pois somente através da Sua morte, Cristo aniquilaria o império da morte.

Cristo, foi introduzido no mundo na condição de unigênito de Deus, e Ele se assentará no trono de Davi, seu pai, na condição de primogênito, ou seja, ressurreto dentre os mortos.

“Também o farei meu primogênito mais elevado do que os reis da terra.” (Salmos 89:27).

Em tudo Cristo foi semelhante aos homens: nas fraquezas, necessidades, sentimentos, limitações, tentações, etc. (Hebreus 2:17), contudo, sem pecado, pois não nasceu da carne, do sangue e da vontade do varão, mas dá vontade de Deus. Se Jesus partilhasse da carne e do sangue de um homem, seria pecador como os demais, mas como foi Deus quem gerou Jesus no ventre de Maria, nasceu sem pecado, e não se achou durante a sua existência neste mundo engano na sua boca.

“Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado.” (Hebreus 4:15);

“Porque, ainda que foi crucificado por fraqueza, vive, contudo, pelo poder de Deus. Porque nós também somos fracos nele, mas viveremos com ele pelo poder de Deus em vós.” (2 Coríntios 13:4);

“O qual não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano.” (1 Pedro 2:22).

Jesus foi plenamente homem, tanto que é chamado de o ‘último Adão’ e o ‘segundo homem’.

“Assim está também escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito em alma vivente; o último Adão em espírito vivificante. Mas não é primeiro o espiritual, senão o natural; depois o espiritual. O primeiro homem, da terra, é terreno; o segundo homem, o SENHOR, é do céu.” (1 Coríntios 15:45-47).

É importante deixar bem claro que Jesus foi homem para rechaçar a ideia de que Ele não veio em carne, pois se assim fosse, Cristo não teria sido crucificado e morto, e, senão não morreu, também não ressuscitou, posicionamento completamente contrário a Escritura.

“Porque já muitos enganadores entraram no mundo, os quais não confessam que Jesus Cristo veio em carne. Este tal é o enganador e o anticristo.” (2 João 1:7).

Jesus homem é o Filho unigênito de Deus por ter sido gerado de Deus no ventre de Maria (João 1:14), e, por ser concebido por Maria, Cristo é filho de Davi. Por causa dessas relações, Jesus foi nomeado:

  • Filho de Deus;
  • Filho de Davi;
  • Filho do homem;
  • O último Adão.

  • Ao escrever aos Filipenses, o apóstolo Paulo faz essa descrição de Jesus homem:

    “E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.” (Filipenses 2:8).

    O termo grego σχήματι (schēmati) traduzido por forma ou aparência engloba tudo o que é perceptível aos sentidos humanos, como: forma, comportamento, discurso, ações, forma de vida, etc., de modo que descreve Jesus como um homem pleno.

    Jesus foi 100% homem!

    Jesus homem se fez servo


    Outra questão a ser analisada, diz acerca do que é ‘humilhar-se a si mesmo’, quando Jesus, já na forma de homem, sujeitou-se ao Pai até a morte, e morte cruenta no madeiro.

    “E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.” (Filipenses 2:8).

    O apóstolo destaca que, quando Jesus estava na forma de homem, ou seja, plenamente homem, Ele se humilhou a si mesmo. Isto não significa que Ele foi humilhado por outras pessoas, antes, Ele mesmo se humilhou.

    O termo grego ἐταπείνωσεν (etapeinōsen) utilizado pelo apóstolo Paulo têm diversos significados e metáforas. Daí a pergunta: Jesus estava sendo modesto, destituído de arrogância, aparentar ser mais pobre, ser menos honrado que outros, etc.? Não!

    Ao utilizar o termo ταπεινοω grego para descrever Jesus homem, o apóstolo Paulo simplesmente quer destacar que Jesus se sujeitou a Deus como servo, sendo obediente até a morte.

    Um homem livre pode ser rico ou pobre, mas o servo é o último degrau da escala social. Para um homem livre se humilhar, somente se humilharia fazendo-se servo. É nesse sentido que o apóstolo Pedro roga aos cristãos que se humilhassem debaixo das potentes mãos de Deus.

    “Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que a seu tempo vos exalte;” (1 Pedro 5:6).

    Ser servo de Deus era uma das características do Cristo anunciada de antemão pelos profetas:

    “Quem é cego, senão o meu servo, ou surdo como o meu mensageiro, a quem envio? E quem é cego como o que é perfeito, e cego como o servo do Senhor?” (Isaías 42:19);

    “Disse mais: Pouco é que sejas o meu servo, para restaurares as tribos de Jacó, e tornares a trazer os preservados de Israel; também te dei para luz dos gentios, para seres a minha salvação até à extremidade da terra.” (Isaías 49:6).

    Ao se propor fazer a vontade do Pai, e não a sua própria, Cristo humilhou-se a si mesmo:

    “Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.” (João 6:38);

    “Dizendo: Pai, se queres, passa de mim este cálice; todavia não se faça a minha vontade, mas a tua.” (Lucas 22:42).

    Mas, antes de Jesus homem a si mesmo se humilhar diante de Deus, mesmo sendo Deus não tomou tal condição diante dos homens, antes se fez servo (δούλου) dos homens quando se tornou semelhante aos homens.

    “Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens;” (Filipenses 1:7).

    “Nem vos chameis mestres, porque um só é o vosso Mestre, que é o Cristo. O maior dentre vós será vosso servo. E o que a si mesmo se exaltar será humilhado; e o que a si mesmo se humilhar será exaltado.” (Mateus 23:10-12);

    “Bem como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos.” (Mateus 20:28);

    Jesus homem abriu mão de ser reconhecido como Deus, embora fosse, e além do mais, se fez servo daqueles que Ele se tornou semelhante, de modo que o apóstolo Paulo roga aos cristãos que tivessem o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus.

    Embora fosse o Cristo, não declarava abertamente aos seus interlocutores essa condição, e deixou bem claro que o maior (Cristo) entre os discípulos haveria de ser servo.

    “Depois que lhes lavou os pés, e tomou as suas vestes, e se assentou outra vez à mesa, disse-lhes: Entendeis o que vos tenho feito? Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque eu o sou. Ora, se eu, Senhor e Mestre, vos lavei os pés, vós deveis também lavar os pés uns aos outros. Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também. Na verdade, na verdade vos digo que não é o servo maior do que o seu senhor, nem o enviado maior do que aquele que o enviou. Se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as fizerdes.” (João 13:12-17).

    A abordagem do apóstolo Paulo, ao demonstrar que Jesus não buscou reputação, demonstra que os cristãos não devem se vangloriar, antes, como Cristo, considerar os outros superiores a si mesmo (Filipenses 2:3).

    Fonte:(Estudo Biblico)

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    Toni Campos

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