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A Teoria do Abismo
31-Out-2024
By: Toni Campos
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A Teoria do Abismo ou do Intervalo
Na teologia, o abismo é um conceito que está associado a águas profundas, à morada dos mortos e aos poderes do mal.
Na Bíblia, a expressão "havia trevas sobre a face do abismo" significa que a escuridão cobria as águas profundas.
Na cosmografia da Septuaginta, a palavra "abismo" é usada para se referir às águas que cobriam a terra e às nascentes e rios que forneciam as águas do firmamento.

No Salmos 42:7, a expressão "um abismo chama outro abismo" é usada para se referir às águas e para desenvolver o tema do anseio da alma por Deus.

Na Parábola do Homem Rico e Lázaro, há um abismo entre os mortos justos e os mortos ímpios no Sheol. No Livro do Apocalipse, Abaddon é chamado de "anjo do abismo".
O abismo é um termo frequentemente mencionado na Bíblia e possui um significado profundo e simbólico.
De acordo com as escrituras sagradas, o abismo é um lugar de escuridão e separação de Deus, onde os ímpios são lançados para sofrerem punição eterna.
A expressão "ponte sobre o abismo" não é uma frase específica encontrada na Bíblia, mas pode ser interpretada de maneira simbólica. Em termos teológicos, pode-se pensar em Jesus Cristo como uma "ponte" que conecta a humanidade a Deus, superando o "abismo" do pecado e da separação espiritual.
Essa metáfora é frequentemente usada para ilustrar a ideia de redenção e reconciliação através de Cristo. Por exemplo, em João 14:6, Jesus diz: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim." Isso pode ser visto como uma forma de "ponte" espiritual.
A Teoria do Abismo, ou Teoria do Intervalo, é uma interpretação teológica que sugere um intervalo de tempo entre o primeiro e o segundo versículo do livro de Gênesis na Bíblia.
De acordo com essa teoria, há um período indeterminado entre a criação inicial dos céus e da terra (Gênesis 1:1) e a condição caótica descrita em Gênesis 1:2.
Essa teoria foi proposta para reconciliar a narrativa bíblica com a ciência moderna, especialmente em relação à idade da Terra e à existência de fósseis.
A ideia é que a Terra poderia ter sido criada há bilhões de anos, mas que houve um evento catastrófico que a deixou "sem forma e vazia", como descrito em Gênesis 1:2, antes de Deus começar a recriar e organizar a Terra nos seis dias subsequentes.
Aconteceu alguma coisa entre Gênesis 1:1 e 1:2?
Gênesis 1:1-2 declara:
“No princípio, criou Deus os céus e a terra. A terra, porém, estava sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus pairava por sobre as águas”.
A Teoria do Intervalo é a teoria que acredita que Deus criou o planeta Terra completamente funcional, com todos os animais, incluindo os dinossauros e outras criaturas que conhecemos apenas por fósseis. Então, segue a teoria, aconteceu algo que destruiu a terra por completo – alguns especulam que foi a queda de Satanás à terra – e, por isso, a terra tornou-se sem forma e vazia.
A esta altura, Deus começou tudo de novo, recriando a terra em sua forma de paraíso como descrito no primeiros capítulos de Gênesis.
Há muitos problemas com essa teoria para podermos descrevê-los adequadamente neste artigo, no entanto, a primeira coisa que devemos nos perguntar é se algo importante tivesse acontecido entre os dois versículos, não teria Deus nos dito isso claramente?
Ou será que Ele teria nos deixado a especular em ignorância sobre eventos tão importantes? Segundo, Gênesis 1:31 diz que Deus viu tudo que fizera e que tudo era “muito bom”. Ele com certeza não poderia ter dito isso se o mal já tivesse entrado no mundo através da queda de Satanás durante o “intervalo”.
Dessa mesma forma, se a explicação para a existência de fósseis é com milhões de anos durante esse intervalo, isso significa que morte, doenças e sofrimento eram comuns bem antes da queda de Adão em pecado.
No entanto, a Bíblia nos diz que foi o pecado de Adão que introduziu morte, doenças e sofrimento a todo tipo de vida, principalmente à humanidade: “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram” (Romanos 5:12).
Aqueles que defendem a Teoria do Intervalo o fazem para poder reconciliar as teorias de cientistas modernos que acreditam na teoria de que a terra é muito velha – a crença de que a terra é bilhões de anos mais velha do que a Bíblia afirma que ela seja quando adicionamos as genealogias do homem encontradas nas Escrituras.
Até evangélicos bem intencioados adotaram a teoria de que a terra é velha, interpretando muito do capítulo de Gênesis alegoricamente, e ao mesmo tempo tentando manter uma interpretação literal do resto das Escrituras.
O perigo com isso é em determinar em que ponto podemos parar de enxergar a Bíblia como alegorias e começamos a interpretá-la literalmente. Foi Adão uma pessoa real? Como sabemos? Se ele não era, então será que ele realmente trouxe pecado à humanidade, ou podemos transformar isso em uma alegoria também?
E se Adão não realmente existiu para introduzir o pecado que todos nós herdamos, então não houve motivo pelo qual Jesus tinha que morrer na cruz, pois, primeiramente, isso negaria o motivo para a vinda de Cristo como 1 Coríntios 15:22 explica: “Porque, assim como, em Adão, todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo”.
A esta altura, o Cristianismo se torna uma farsa e a Bíblia é apenas um livro legal cheio de histórias e fábulas. Será que não podemos enxergar onde esse tipo de “raciocínio” pode nos levar?
Gênesis 1 simplesmente não pode ser reconciliado com a noção de que a criação ocorreu durante longos períodos de tempo, nem que esses períodos ocorreram entre Gênesis 1:1 e 1:2.
O que aconteceu entre Gênesis 1:1 e 1:2? Absolutamente nada!
Gênesis 1:1 nos diz que Deus criou os céus e a terra. Gênesis 1:2 nos informa que logo quando Deus criou a terra, ela era sem forma, vazia e escura; não estava pronta ainda e não era habitada por criaturas.
O resto de Gênesis capítulo 1 nos diz como Deus refinou a terra sem forma, vazia e escura e a encheu com vida, beleza e bondade. A Bíblia é verdade, literal e perfeita (Salmos 19:7-9).
A ciência nunca conseguiu refutar nem um jota ou um til da Bíblia, e nem conseguirá. A Bíblia é a verdade suprema, e, portanto, é o padrão pelo qual teoria científica deve ser avaliada, e não o contrário.
(Fonte: IA)
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Toni Campos
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