TEMAS
Demitização
10-Jul-2025
By: Toni Campos
01 Comentários
O que é a demitização?
A Bíblia precisa ser demitizada?
O conceito de desmitificação foi introduzido por Rudolf Bultmann, um renomado teólogo e estudioso do Novo Testamento no século XX. Bultmann defendia que o Novo Testamento era simplesmente o relato humano das experiências divinas dos escritores com Deus em Cristo. Segundo Bultmann, os autores dos Evangelhos (Relatos) utilizaram os termos e conceitos disponíveis na época, os quais estavam profundamente ligados ao sobrenatural e ao miraculoso, considerados por Bultmann como mitos.
Bultmann propôs que, para tornar o evangelho mais compreensível e relevante para o pensamento moderno, era necessário desmitificá-lo. Em outras palavras, os elementos míticos (ou seja, milagrosos) deveriam ser removidos, permitindo assim enxergar a verdade universal subjacente às histórias.
Para Bultmann, essa verdade universal era que, em Cristo, Deus agiu em prol da humanidade. No entanto, Bultmann defendia que a narrativa do Novo Testamento, como o nascimento virginal, andar sobre a água, multiplicação de pães e peixes, cura de cegos e até a ressurreição de Jesus, deveriam ser eliminados como acréscimos míticos à mensagem essencial.
Atualmente, várias correntes do Cristianismo seguem essa abordagem, mesmo que não sejam diretamente atribuídas a Bultmann. O que é conhecido como “liberalismo teológico predominante” baseia-se em uma Bíblia desmitificada. O liberalismo enfatiza a bondade vaga de Deus e a fraternidade humana, com foco em seguir o exemplo de Cristo, enquanto minimiza ou rejeita o aspecto miraculoso.
O que Bultmann não considerou é que o elemento miraculoso (chamado por ele de mítico) é central no evangelho. Além disso, não é correto pensar que as pessoas no século I eram ingênuas e facilmente persuadidas a acreditar no miraculoso, enquanto o “homem moderno” é mais esclarecido.
Quando o anjo anunciou a Maria que ela teria um filho, ela sabia muito bem que tal acontecimento não era comum. “E disse Maria ao anjo: Como isso acontecerá, se ainda sou virgem?” (Lucas 1:34).
A fé nas intervenções divinas sempre foi um desafio, independentemente da época. "Como fará isso, visto que não conheço homem?", (Lucas 1:34). José também teve que ser convencido (Mateus 1:18-21). Tomé sabia que uma ressurreição não era comum após a crucificação e exigiu provas em primeira mão antes de acreditar (João 20:24-25).
Paulo teve que contrariar um ensinamento que abalara os crentes em Corinto. Ao defender a doutrina da ressurreição, Paulo explica que um evangelho desmitificado não é uma boa notícia. A ressurreição de Jesus é um fato a ser compartilhado “antes de tudo” 1 Coríntios 15:4, e é histórico e verificável (verso 5).
“E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e vã, a vossa fé; e somos tidos por falsas testemunhas de Deus, porque temos asseverado contra Deus que ele ressuscitou a Cristo, ao qual ele não ressuscitou, se é certo que os mortos não ressuscitam. Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados. E ainda mais: os que dormiram em Cristo pereceram. Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens” (versículos 14–19).
Em resumo, o Novo Testamento não precisa ser desmitificado. O que Bultmann chamou de mito é realmente o milagroso, e o miraculoso está no coração do Novo Testamento – desde o nascimento virginal, até a ressurreição de Jesus, até o Seu retorno, à ressurreição do crente.
Na verdade, o “pensador moderno” é que precisa ser reintroduzido à “mentalidade pré-moderna” que estava pelo menos aberta à intervenção sobrenatural.
Fonte: (Biblia Todo)
Se gostou comente!
Agradecemos!
"Graça e Paz!"
Toni Campos
God In a Cup Book - ® Direitos Reservados - Designed by HTML Codex
