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Os Livros Apócrifos

23-Jun-2024

By:Pb André Sanchez

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Você Pergunta:
Gostaria de saber um pouco mais sobre os livros apócrifos. Por que alguns livros da Bíblia são aceitos e outros não. Quem é que determina que um livro é inspirado e outro não? E quais seriam os livros apócrifos que temos hoje em dia? Devemos ler esses livros ou eles têm muitas heresias que podem atrapalhar a nossa fé?

Caro leitor, realmente esse tema dos livros chamados apócrifos causa muita confusão na mente das pessoas, pois são livros considerados não inspirados por Deus. Para esclarecer um pouco essa questão, faremos um estudo completo abaixo sobre esse tema, baseado em suas perguntas:

O que são os livros apócrifos e quais são eles? Devemos lê-los?

  • O que são os livros apócrifos?

  • (1) A palavra apócrifo, de origem grega, significa “coisas ocultas” e aponta para escritos sem autenticidade. É uma referência aos livros que são apontados como não inspirados, ou seja, livros que não devem ser estudados como se tivessem sido inspirados por Deus. Aqui nós temos uma diferença bem grande entre o que evangélicos e católicos pensam quanto a esses livros.

  • Os apócrifos na visão dos católicos

  • (2) Para os católicos, aqueles livros que não eram aceitos como inspirados pelos judeus da palestina, ou seja, que não fazem parte da Bíblia judaica, eles os consideram como uma espécie de segunda leva de livros inspirados por Deus.

    Por isso, os chamam de deuterocanônicos (pertencentes ao segundo cânon). Esses livros são: Tobias, Judite, Sabedoria de Salomão, Eclesiástico ou Sirácida, Baruque, Epístola de Jeremias, Primeiro e Segundo Macabeus e os acréscimos a Ester (Ester Grego) e a Daniel (A Oração de Azarias, A Canção dos Três Jovens e as histórias de Suzana e de Bel e do Dragão).

    Assim, para os católicos, esses livros acima, mesmo não constando na Bíblia judaica, são inspirados e os outros que existem (veja no ponto 4) são os que eles chamam de apócrifos (sem autenticidade).

  • Os apócrifos na visão dos evangélicos

  • (3) Já para os evangélicos todos esses livros adicionais que os católicos chamam de deuterocanônicos são considerados como apócrifos e ainda todos os outros que também os católicos consideram apócrifos (veja no ponto 4).

    Os evangélicos consideram que se os judeus, que receberam as primeiras revelações de Deus, consideram esses livros como não inspirados e não os incluíram na Bíblia judaica, essa decisão merece ser considerada, pois foi fruto de centenas de anos de estudo e considerações sobre o texto sagrado de um povo que foi guardião das revelações de Deus durante séculos.

  • Quantos livros apócrifos existem?

  • (4) Para se ter uma ideia, a quantidade de livros apócrifos é quase infinita. Abaixo citarei alguns dos mais famosos, porém, temos centenas de apócrifos conhecidos:
    O pastor de Hermas, Epístola de Barnabé, o Apocalipse de Pedro, Didaque, 1 Clemente, Laodicenses, Apocalipse das Semanas de Enoch, Proto Evangelho Segundo Tiago, Atos de João, A infância de Cristo Segundo Pedro, A Infância de Cristo Segundo Tomé, José o Carpinteiro, A Sophia de Jesus Cristo, Epístola a Diogneto, Cartas do Senhor, Ciclo de Pilatos, Declaração de José de Arimateia, Agrapha extra-evangelho, Evangelho Segundo Bartolomeu, O Evangelho de Felipe, O evangelho de Judas, O evangelho de Maria Madalena, O evangelho de Nicodemus, Descida de Cristo ao inferno, O evangelho segundo Pedro, Evangelho segundo Tomé, o Dídimo, O hino da Pérola, Manuscritos de Qumran (Mar Morto), O primeiro livro de Adão e Eva, Livro de Melquisedeque, Oração de Manassés, Salmo 151, Salmos de Salomão, etc.
    E nessa lista, segundo a visão evangélica, ainda se incluem todos os livros que os católicos incluíram em sua Bíblia (veja no ponto 2) e que nós consideramos como não inspirados.

  • Por que evangélicos não aceitam os apócrifos

  • (5) Um fato interessante sobre os apócrifos é que grande parte deles era escrito por autores que não revelavam seus nomes, antes, usavam nomes de personagens famosos dos livros que já eram considerados verdadeiros para dar “poder” aos seus escritos e chamar a atenção.
    Mas a natureza de seus conteúdos, a forma de escrita e outros detalhes adicionais, davam total possibilidade dos estudiosos escribas identificarem esses fatos e os rejeitarem como verdadeiros.

    Os evangélicos seguem o cânon judaico que não só rejeita os livros que a Bíblia católica tem a mais, mas também todos os outros que foram escritos tanto antes quanto depois de Cristo e que, claramente, contém erros grosseiros.

    (6) Para não alongar muito o estudo, vou deixar apenas como exemplo algumas heresias de um dos apócrifos mais famosos, 2 Macabeus:

    a) A oração pelos mortos:
    "Pois se ele não esperava que o caído a subir novamente, teria sido supérfluo e tolo rezar pelos mortos, enquanto que, se ele tinha em vista a esplêndida recompensa reservada para aqueles que fazem um fim piedoso, o pensamento era santo e piedoso. Assim, teve este sacrifício expiatório oferecido para os mortos, para que eles possam ser libertados de seus pecados." (2 Macabeus 12:44-46).

    b) Culto e missa pelos mortos:
    "Depois disso, ele levou uma coleção deles individualmente, no valor de cerca de dois mil dracmas, e enviou a Jerusalém para ter um sacrifício pelo pecado oferecido, uma ação completamente bom e nobre, motivada por sua crença na ressurreição." (2 Macabeus 12:43)

    c) O próprio autor não se julga inspirado:
    "Se ela está felizmente concebida e ordenada, era este o meu desejo. Se ela está imperfeita e medíocre, é porque não pude fazer melhor. Assim como é nocivo beber somente o vinho ou somente a água, mas agradável e verdadeiramente proveitoso beber a água e o vinho misturados, assim também a disposição agradável do relato é o que causa prazer aos ouvidos do leitor. E aqui termino." (2 Macabeus 15:38-39); "temo-nos preocupado em agradar aos que apenas desejam lê-las, em facilitar aos que procuram retê-las e em ser úteis a todos em geral. Para nós, que empreendemos este árduo trabalho de resumir, não é coisa fácil, mas uma questão de suor e vigílias. No entanto, como aquele que prepara um festim e procura satisfazer aos outros, assume uma tarefa penosa, assim nós, de boa vontade, tomamos a nós este trabalho, para obter a gratidão de muitos." (2:25-27)

    (6) E por fim, posso dizer que os apócrifos podem sim ser estudados com o fim de sabermos de fatos históricos de suas épocas, bem como de informações importantes que aconteceram. Eles estão recheados de história.

    Porém, devem ser lidos sempre com a ideia clara de que aquilo que mencionam não é considerado de fato inspirado por Deus e, por isso, eles não gozam do mesmo peso dos livros considerados canônicos (inspirados pelo Senhor).

    (Fonte: Esboçando idéias)

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    Toni Campos

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